23 de junho de 2010

Algumas particularidades de Lucas (5)



O tema da realização/cumprimento das Escrituras está associado, muitas vezes, à ideia de «é preciso que», «é necessário que», «tem de».
Veja-se o número de ocorrência em Lucas:

2,49: Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?»
4,43: Mas Ele disse-lhes: «Tenho de anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado».
9,22: O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
13,16: E esta mulher, que é filha de Abraão, presa por Satanás há dezoito anos, não devia libertar-se desse laço, a um sábado?
13,33: Mas hoje, amanhã e depois devo seguir o meu caminho, porque não se admite que um profeta morra fora de Jerusalém.
15,32: Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.
17,25: Mas, primeiramente, Ele tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração.
19,5: Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.
22,37: Porque, digo-vo-lo Eu, deve cumprir-se em mim esta palavra da Escritura: Foi contado entre os malfeitores. Efectivamente, o que me diz respeito chega ao seu termo.
24,7: É preciso que o Filho do Homem seja entregue às mãos dos pecadores, seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia
24,26: Não era preciso que Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua glória?
24,44: Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos».

Este «é necessário»  não tem outra explicação a não ser a fidelidade a um amor que não pode senão ir até ao extremo. Jesus faz tudo o que é preciso, o que é necessário para que se abram os nossos olhos e acolhamos esse amor salvador (cf. Roselyne Dupont-Roc, Saint Luc,pg. 145-147).

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