14 de julho de 2010

«Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura» [Lc 4,21]





Tempo de saborear e contemplar
Lucas 4, 16-30

  • Com o poder do Espírito
  • Todos tinha os olhos fixos nele
  • Hoje cumpriu-se esta passagem da Escritura
  • Acolher a revelação de Jesus
  • Todos davam testemunho
  • Médico, cura-te a ti mesmo
  • Para além das fronteiras de Israel
  • Cheios de cólera
  • Passando pelo meio deles seguiu o seu caminho
  • O programa de Jesus
  • A graça de Deus oferecida também aos pagãos

Tempo de Escuta Interior

Retomar o caminho e avançar, de começo em começo — Para prosseguir a leitura e a meditação desta passagem do ministério de Jesus, determinante para Lucas, mas essencial sobretudo para toda a vida cristã, relemos as últimas palavras do Irmão Roger, fundador da Comunidade de Taizé. Nestes parágrafos ressoa com força e delicadeza o convite de Jesus para acolher nas nossas vidas o Hoje de Amor de Deus por todos os seres humanos.
«Deus é amor». Basta compreendermos estas três palavras para podermos ir longe, muito longe. O que nos cativa nestas palavras? É encontrar nelas esta certeza luminosa: Deus não enviou Cristo à terra para condenar quem quer que seja, mas para que todo o ser humano se saiba amado e possa encontrar um caminho de comunhão com Deus.
Estaremos bem conscientes? Deus confia tanto em nós que dirige a cada um de nós um chamamento. O que é esse chamamento? É o convite a amar como ele nos ama. E não há amor mais profundo do que ir até ao dom de si próprio, por Deus e pelos outros.
Quem vive de Deus escolhe amar. E um coração decidido a amar pode irradiar uma bondade sem limites. Para quem procura amar com confiança, a vida enche-se de uma beleza serena.
Quando a Igreja sabe amar e compreender o mistério de todo o ser humano, quando incansavelmente escuta, consola e cura, torna-se o que ela é no mais luminoso dela própria: límpido reflexo de uma comunhão.
Procurar reconciliação e paz supõe uma luta interior. Não é um caminho de facilidade. Nada de duradouro se constrói na facilidade. O espírito de comunhão não é ingénuo, é coração que se alarga, é bondade profunda que recusa dar ouvidos à desconfiança.
Para sermos portadores de comunhão, será que avançaremos, nas nossas vidas, pelo caminho da confiança e de uma bondade do coração sempre renovada?
Nesse caminho encontraremos por vezes contratempos. Lembremo-nos então que a fonte da paz e da comunhão está em Deus. Em vez de nos desanimarmos, invocaremos o seu Espírito Santo sobre as nossas fragilidades.
E, ao longo de toda a vida, o Espírito Santo ajudar-nos-á a retomar o caminho e a ir, de começo em começo, em direcção a um futuro de paz.

1 comentário:

  1. Eu Participei na caminhada e gostei muito.
    Estava tudo muito bem organizado, os textos selecionados são muito bonitos e, disfrutei particularmente do tempo de escuta interior.
    Espero anciosamente pela caminhada do próximo ano.

    ResponderEliminar

10 de Julho, venha lá!