19 de julho de 2010

«Porque buscais entre o Vivente entre os mortos?» [Lc 24,5]







Tempo de saborear e contemplar

Lucas 24,1-12
  • A visita das mulheres ao túmulo
  • A mensagem dos anjos
  • O encontro do vivente
  • Não está aqui, ressuscitou
  • Compreender o desígnio de Deus
  • Passar pelas Escrituras para compreender

Lucas 24,13-49
  • A Palavra e o Pão
  • Ressurreição da memória
  • O Testemunho das mulheres
  • O encontro com Pedro
  • Viver, desde já, como ressuscitados

Tempo de escuta interior

O despertar da memória, da fé, do encontro — O caminho conduz, portanto, ao túmulo, ao lugar onde Jesus foi levado deste mundo, como Lucas gosta de dizer (cf. Lucas 9,51). Mas para que a mensagem dos anjos ressoe para sempre: Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou! Consigo compreender que o que importa, nestes momentos de vazio e de medo que posso ter, é despertar a memória, para ouvir de novo e guardar, no mais profundo do meu coração, as palavras do mensageiro da graça de Deus: Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia, dizendo que o Filho do Homem havia de ser entregue às mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia. No caminho, através do rosto e das pessoas encontradas, em momentos particulares da minha existência, no silêncio frequente e mesmo nas provações, nos cânticos e nas palavras ouvidas, seguindo os peregrinos de Emaús, faço também eu a experiência de que Ele nos fala pelo caminho e nos explica as Escrituras. Que Ele me faz compreender, à sua maneira e segundo o que eu posso entender, a natureza do desígnio de Deus para a minha vida. Grandes palavras, é certo, para a minha pequena experiência. Mas eu fui atravessado mais do que uma vez por esta presença do Deus da Vida: Porque buscais o Vivente entre os mortos? Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!


Ensina-me, Senhor… Vem ressuscitar-me — Rezo com as palavras da Igreja, que dizem aqueles que oram ao longo dos dias, ao longo dos meses. Que o Vivente me dê a superabundância da sua Vida, que desperte em mim a aurora da ressurreição, que me instrua com as suas palavras de fogo.


Bate à minha porta,

Tu que vens desestabilizar-me.

Bate à minha porta,

Tu vens ressuscitar-me.


Não sei o dia nem a hora,

Mas sei que és Tu, Senhor.


Bate à minha porta,

Todo o vento do teu Espírito

Bate à minha porta,

O grito de todos os meus irmãos.


Bate à minha porta,

O grito dos teus famintos

Bate à minha porta,

As cadeias do prisioneiro.


Bate à minha porta, Tu,

a miséria do mundo,

Bate à minha porta,

O Deus de toda a minha alegria.

Sem comentários:

Enviar um comentário

10 de Julho, venha lá!