18 de julho de 2010

«Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração» [Lc 12,34]






Tempo de saborear e contemplar

Lucas 12,16-21
  • Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita
  • Insensato
Lucas 16,19-31
  • Ouvir a Lei e os profetas
  • A gravidade das escolhas que fazemos
  • Enriquecer diante de Deus
  • Não podeis servir a Deus e ao dinheiro
  • Exame de consciência
  • Deixar-se gerar por Deus
  • Dar sem fazer cálculos
Actos dos Apóstolos 2,44-45 e 4,32-35
  • Colocar os seus bens em comum
  • Ideal ou realidade?
  • O dever da partilha e da caridade

Tempo de escuta interior
Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração — Deixo esta frase de Jesus ecoar em mim. Ela envia-me ao mais íntimo de mim, àquilo que habita o meu coração. Qual é o lugar do dinheiro e dos bens materiais na minha vida? Compreendi bem que servir a Deus não é desprezar o dinheiro, mas usá-lo livremente, para que seja um instrumento de desenvolvimento e de solidariedade ao serviço do Reino. Sou verdadeiramente livre? A ponto de dar, e de dar sem fazer cálculo? Para me libertar do perigo da idolatria dos bens materiais, o Evangelho indica-me um caminho: aceitar não ser o senhor da sua vida, colocar a sua fé em Deus e abrir-se livremente à obra do Espírito santo. Peço ao Senhor que me ensine a libertar-me de tudo o que é inútil, para que possa construir a minha vida voltado para o essencial.


Permanecer amigo de todos os seres humanos e amigo de Jesus: São Francisco de Assis — «O irmão não o esperava na sua cela. Surpreso e confundido, não sabia o que pensar e dizer. Manifestamente, não compreendia. Permanecia com a cabeça baixa, silencioso. O próprio Francisco, passada a sua primeira reacção, está perturbado diante deste silêncio. Tinha-lhe falado uma linguagem rude, talvez demasiado rude. Quis explicar-lhe porque agia assim, dizer-lhe longa e claramente todo o seu pensamento. Mostrar-lhe que não tinha nada contra a ciência nem contra a propriedade em geral, mas que ele sabia – o filho do rico comerciante de tecidos de Assis – quanto é difícil possuir alguma coisa e permanecer amigo de todos os seres humanos e, sobretudo, amigo de Jesus Cristo. Que quando alguém se esforça para constituir o «seu depósito», é o fim de uma verdadeira comunidade de irmãos e amigos. Que não podemos fazer com que o homem que tem bastantes bens não assuma espontaneamente uma atitude de defesa em relação aos outros. Era isto que ele tinha explicado ao bispo de Assis que se espantava da excessiva pobreza dos seus irmãos: «’Senhor bispo, declarou-lhe ele, se tivéssemos alguma posse, precisaríamos de armas para nos defender’». [Éloi Leclerc, Sagesse d’un pauvre, Éditions Franciscaines, Paris 1984, p. 40-41].

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