21 de julho de 2010

«Vós sois as testemunhas destas coisas» [Lc 24,48]







Tempo de saborear e contemplar

Actos dos Apóstolos 2,1-13
  • Quando chegou o dia de Pentecostes
  • Um som comparável ao de forte rajada de vento
  • Línguas de fogo
  • Pousou uma sobre cada um deles
  • Cada um os ouvia falar na sua própria língua
  • Vindos de todas as nações
  • Que significa isto?
  • O tempo do coração novo
  • Uma igreja universal
  • Oposto a Babel


Tempo de escuta interior
Os Actos dos Apóstolos — Partindo da verdejante Galileia, Lucas conduz-nos aos confins do mundo, no dom do Espírito que chama a viver ao ritmo poderoso e imprevisível de Deus. Na Igreja, ao serviço de todos os seres humanos, nos irmãos e irmãs. Pedro e os outros discípulos precederam-nos no caminho da missão. É sempre o Espírito que nos impele e conduz. Precede o apóstolo. Inspira-lhe as palavras, ao mesmo tempo em que as desperta naquele que encontram. Mas é preciso que o discípulo consinta nesse sopro de Deus sobre si derramado, transformando a sua vida num Pentecostes renovado. E depois, segue-se o caminho do Apóstolo.
E os actos do discípulo tornam-se justamente o título do livro que Lucas apresenta a seguir ao seu evangelho: os Actos dos Apóstolos. A minha vida encontra-se assim, pouco a pouco, aberta a outros horizontes, liberta de inúmeros entraves: dinheiro, honras, poder... para se tornar vida de serviço, alimentada na oração e nos sacramentos, no encontro com Vivente. Compreendo melhor as palavras que Jesus dirige a Pedro: Faz-te ao largo... lança as redes, em águas profundas. E ainda: farei de ti pescador de homens. Pelo eco que estas palavras têm em mim, sei bem que elas se dirigem tanto a mim como a Pedro.
Que o Espírito Santo me aqueça com o fogo do seu amor, para que, também eu, me torne apóstolo. Como Pedro e os outros, que eu me deixe conduzir pelos caminhos dos seres humanos, confiando nesta Igreja que se faz ao largo no sopro do Espírito do Senhor.

A Igreja no sopro do Espírito — Na conclusão deste sétimo dia, podemos retomar o texto de Lucas que narra o milagre de Pentecostes e meditá-lo ainda com essas palavras recebidas como um dom: «Quem é o cristão de pentecostes? Retomemos o relato de Lucas. É antes de mais o homem que reza em comunidade: todos, unânimes, eram assíduos à oração. Além disso, é assíduo ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão eucarístico. Eis a Igreja do Pentecostes. É sobre ela que desce o Espírito. Não um Espírito anónimo, mas o Espírito de Cristo, aquele que assegura a presença viva de Jesus, que retoma as palavras de Jesus para as traduzir na língua dos seres humanos e não na língua dos anjos. (1Co 13,1). O cristão, em comunhão com os seus irmãos na fé, é alguém que agita a cidade. O cristão desconcerta e faz ficar maravilhado, até que se pergunte: o que é que isto quer dizer? Não dispersa, mas congrega. Não divide, mas une. Inquieta-se, mas não se perturba. Como o fogo, ele nunca diz ‘basta’».

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